terça-feira, 24 de novembro de 2009

13/10/2007

Meu nome é Carlos, acabei de deixar minha namorada em casa, comecei a subir a ladeira da casa dela, a rua era estreita e silenciosa, naquela noite de sábado a rua chegava até parecer sombria, ela tinha umas construções antigas, que me davam arrepios e me faziam pensar a quanto tempo essas casas existiam.
Continuei andando, comecei a estranhar ainda não tinha passado nenhum carro na rua e não tinha visto nenhum sinal de vida. Deparei-me com uma casa, não conseguia tirar os olhos dela, de alguma forma, ela me atraia de alguma forma.
Comecei a chegar mais perto dela, ela tinha os muros baixos, e um matagal na frente. Não resisti, pulei o murinho e sem dificuldade já estava dentro do terreno, fui andando pelas plantas sorrateiramente. Não me espantei muito a casa parecia ser abandonada. Cheguei perto da janela, ela era grande e estava muito empoeirada. Passei a manga de meu casaco para olhar melhor o interior do casebre.
Fiquei espantado, o interior estava limpo e arrumado. Pensei em um instante em dar o fora dali, mas minha curiosidade era maior. Dei um leve empurrão na porta e ela se abriu fazendo um ruído assustador.
Com uma grande ansiedade entrei no casebre, tentei ligar uma luz, sem sucesso, com a luz do celular, tentei investigar a velha casa que tinha invadido.
A pintura da sala estava mofada, tinha um sofá rasgado, e uma TV bastante moderna para aquela casa.
Tinha um enorme espelho, sua moldura era dourada e me parecia muito antiga, já estava desgastando.
Olhei para o espelho e gelei. Um rosto pálido de uma senhora me fitava friamente no espelho, olhei para traz para pedir desculpa pela invasão, mas a única coisa que vi foi a profunda escuridão da casa.
Sai correndo, meu coração quase saindo pela boca, provavelmente estava louco, ou tinha visto mesmo uma assombração.
Subi a ladeira que nem um louco.
Quando cheguei ao ponto de ônibus, o comércio já estava fechado, devia ser umas 23hrs, no ponto havia uma senhora, era baixa, e estava vestindo um vestido preto. Perguntei a ela se já tinha passado meu ônibus, e ela respondeu que não sem se virar.
Quando meu ônibus chegou, olhei para o rosto da senhora, minha espinha gelou, quase desmaiei de pavor, era o rosto que tinha visto na casa.
Entrei no ônibus, quando me virei para verificar se não era minha paranóia, mas a senhora não estava mais lá.
Desci do ponto, tudo estava deserto, não se via nenhuma criatura viva lá. Desci correndo a avenida sem olhar para trás e entrei em casa.
Cheguei a casa ofegando. Estranhei estava muito movimentando, quando me dei conta estava acontecendo um velório, a amiga de minha avó tinha morrido, e minha avó ofereceu a casa para o velório.
Quando cheguei perto do caixão, quase choro de desespero, era a velhinha que eu tinha visto na casa abandonada e no ponto de ônibus. Estava certo tinha visto uma assombração.

Um comentário:

  1. Eu gostei dessa, só acho que você poderia ter explorado mais a reação do carinha dentro da casa... mas o resto está ótimo! como sempre!

    Beijos
    Sis

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